A rádio Comunitária Heliopólis, localizada na periferia de São Paulo recebeu no dia 13 de março do Ministério das Comunicações a primeira autorização de funcionamento de um veículo de comunicação nesses moldes. 

 

A concessão, de dez anos, foi dada à União de Núcleos, Associações e Sociedade de Moradores de Heliópolis e São João Clímaco (Unas), entidade comunitária da favela Heliópolis, a maior da cidade. A rádio vai funcionar em FM na freqüência 87,7 Mhz, com emissão restrita à região.

De acordo com o Observatório do Direito à Comunicação, a legalização só reafirma a legitimidade de uma rádio que foi fechada diversas vezes pela Polícia Federal e outras tantas vezes reaberta.

 

HDTV 
Porque ter medo de uma tevê pública?
Porque não ter medo das tevês privadas?

A oposição do PSDB/PFLDEM andou fazendo algum barulho contra a aprovação pelo Congresso da TV Pública, que, ainda bem, acabou aprovada. Ao que parece, não vai haver muita diferença em relação à tve ou tv cultura da Radiobrás, que já existia (canal 2). Dizem que o prestígio de Tereza Cruvinel quebrou as barreiras.

O que não entendo é a má vontade daqueles senhores contra uma televisão pública(e não estatal). Só pode ter televisão privada? Só a Globo e congêneres, de propriedade de empresários ou pastores evangélicos, podem existir? Nós, o público, temos que nos restringir aos programas de auditório de Faustão, Silvio Santos etc., aos bigbrothers, aos filmes de terceira categoria de Hollywood, e outros programinhas medíocres, além de novelas e dos noticiários pasteurizados quando se trata de assunto sério, ou inflados de crimes e acidentes, para atender ao sadomasoquismo das maiorias mal acostumadas?

Uma tv pública que tente fugir dos esquemas comerciais, da ditadura dos anunciantes e do ibope da mediocridade e do mau gosto, que tente apresentar programas de cultura, que dê voz aos valores regionais, esquecidos nas províncias distantes do eixo Rio/São Paulo, que apresente debates e entrevistas de alto nível, enfim, que fuja da rotina mercantil que dopa o público com besteirol interno ou importado, essa não pode? Só pode tv privada, submetida à ditadura do mau gosto da maioria que não teve oportunidade de se educar, se informar, se refinar para além do bigbrother e do grid de largada?

Já há exemplos de televisões públicas (nos canais pagos), como a TV Câmara e TV Senado, que mostram a diferença de qualidade e alternativas de bom gosto (não estou falando das longas horas de debates parlamentares, por vezes interessantes, mas quase sempre enfadonhos e prolixos). Até os debates parlamentares são úteis, para quem tiver a pachorra de vê-los. Se não são melhores, a culpa é nossa, de eleitores mal equipados de informação e debate, que elegemos mensaleiros e picaretas (como outrora dizia Lula).

Parece que as tevês privadas estão com medo do fim do seu monopólio. O que é bobagem, porque o grande público vai demorar de fugir da sua rotina de ver a Globo, Record, TVS etc, de ler Veja, Caras e ouvir CBN. A ideologia conservadora que eles impõem vai continuar a ser dominante, vai continuar a moldar os corações e mentes de quase todos. E, ademais, não se sabe bem que cara vai ter a tv pública. É apenas uma opção para o fastio da mesmice mercantil que nos avassala.

 Fonte: CMI Brasil -

Por Arivaldo Silva

 

    A utilização dos recursos naturais como forma de tratar doenças é tão antiga quanto a espécie humana. As ervas medicinais são usadas há milhares de anos, tanto para fins terapêuticos quanto em rituais religiosos.

Além da Feira de São Joaquim que é referência na venda de produtos naturais na capital baiana, outros bairros como a Boca do Rio concentram um forte comércio desta prática milenar. Contudo, a sabedoria popular deve ser usada com cautela e responsabilidade.

“Mal com certeza não faz”, é o que acha Maria Dalva Oliveira, 68, a respeito do uso de ervas para o tratamento de doenças. “Faço uso de algumas ervas para controle do colesterol. A carambola e o chuchu são ótimos para equilibrar a pressão arterial” exemplifica dona Maria.

De acordo com Edenivaldo Gomes de Melo, 67, vendedor de produtos naturais na Boca do Rio há mais de 20 anos, conhecido como “seu Didi”, as ervas mais procuradas são mastruz, trançagem e eucalipto. “As pessoas chegam aqui se queixando dos remédios de farmácia. Mas o resultado com as ervas que eu vendo é rápido e garantido”, revela Seu Didi. “A procura por fortificante sexual pelos homens é grande, indico a catuaba”, completa. 

Nas camadas mais humildes da população, que geralmente têm dificuldades para comprar remédios nas farmácias, o hábito do chazinho foi preservado e continua em uso. A experiência dos mais velhos traz ensinamentos que fazem parte da sabedoria popular.

Ervas - bucha paulista, eucalipto, quioiôAntônio Dias, 54, natural de Cruz das Almas, cidade distante 146 km da capital diz que mora em Salvador há 38 anos e há 20 trabalha com ervas medicinais. Segundo ele, em sua casa de ervas, na Boca do Rio, pode ser encontrado tratamento natural para diversas doenças. “A babosa – Pneumus boldus Molina – misturada ao mel de abelha é indicada para tratar o câncer. Cada folha de babosa custa 0,70 centavos”, explica.

“Tudo que venha a somar de maneira responsável no tratamento das doenças é válido. A confiança e o desejo de melhorar influem muito positivamente. O fator psicológico é decisivo na cura desses pacientes”, argumenta Luciano Curvello, 39, médico especialista em traumatologia e ortopedia, plantonista da Clínica Cato (Unidade Boca do Rio).Francisco Araújo

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