Crianças do Japão_Verger

Crianças do Japão_Verger

O Japão de Pierre Verger - Anos 30 é uma mostra que revela o olhar de iniciante e ainda ingênuo de um jovem fotógrafo. Ele havia iniciado no ofício em 1932, e dois anos depois recebeu do jornal France-Soir a missão de acompanhar o jornalista Marc Chadourne em uma volta ao mundo, o que incluía uma viagem ao Japão.

O resultado dessa aventura, realizada em uma época entre guerras, na qual pouquíssimos fotógrafos se arriscavam na empreitada, pode ser conferido até o dia 24 de agosto, em três salas da Caixa Cultural Salvador, na Rua Carlos Gomes.

Durante sua estada de quase um mês entre as cidades de Tóquio, Kyoto, Nara, Nikko e Oshima,  Verger produziu cerca de 950 fotografias, das quais cem serão exibidas na Caixa Cultural Salvador, na mostra “O Japão de Pierre Verger - Anos 30″.

As imagens deste fotógrafo iniciante -que em 1946 se fixaria em Salvador, na Bahia, após passar por mais de 20 países- já deixam entrever de forma clara as opções estilísticas e temáticas do Verger que mais tarde se notabilizaria por seu poderoso inventário etnográfico das relações sócio-culturais, com relevo para a religiosidade, entre a Bahia e a África.

Munido de sua Rolleiflex, Verger busca desvendar essa cultura completamente diferente da sua investigando as pessoas do povo, os mercados, as embarcações, a paisagem. É notório, nesse início de carreira, sua capacidade de se aproximar das pessoas e conseguir retratos naturais sem que sua presença se torne invasiva. Essa é uma das marcas mais vigorosas que pontuariam sua obra na fase mais madura.

O olhar do fotográfo acerca de uma cultura distante da sua se apresenta livre de exotismos, apesar de ser a perspectiva de um estrangeiro, ele consegue fugir dos estereótipos. De fato, a sensibilidade de Verger nesse primeiro momento segue mais na direção de usar a fotografia como uma ferramenta de aproximação do desconhecido que como um aparelho identificador de diferenças culturais.

Tal ponto de vista foi uma das grandes virtudes de Verger, que muito contribuiu para que sua obra, vista em perspectiva, não tivesse sua formação eurocêntrica e burguesa como prisma redutor, classificando a diversidade com a qual ele teve contato nas andanças pelo mundo.

SERVIÇO: CAIXA Cultural Salvador - Rua Carlos Gomes, 57 - Centro. (71 - 3322 022 8)

Visitação: De 11 de julho a 24 de agosto. De ter a dom, das 9h às 18h. Visitas guiadas para escolas, ONGs,instituições de apoio social e outros grupos devem ser agendadas. Entrada franca.

Curso_o_Refluxo_da_DiásporaO antropólogo, jornalista e fotógrafo Milton Guran convida para o curso gratuito “O Refluxo da Diáspora”- A Saga dos libertos no Brasil que voltaram para a África no Séc. XIX. Guran vai estar no Centro Cultural José Bonifácio da Prefeitura do Rio de Janeiro, que fica na rua Pedro Ernesto 80, na Gamboa.

O curso começou no  dia 11 de junho e vai até o dia 23 de julho do corrente ano. As aulas são gratuitas e acontecem somente às quarta-feiras. As vagas são limitadas. Mais informações nos telefones (21) 2233-7754 e 2253-6255.

Milton Guran é mestre em Comunicação Social pela Universidade de Brasília (1991) e de doutor em Antropologia pela École des Hautes Études en Sciences Sociales, Marselha, França (1996). Repórter fotográfico desde 1973, trabalhou no Jornal de Brasília em 1978. Sócio fundador e diretor da agência ÁGIL Fotojornalismo (1980-1986), foi presidente da União dos Fotógrafos de Brasília (1980-1982) e secretário da Federação Nacional dos Jornalistas (1980-1983). Trabalhou como fotógrafo do Museu do Índio/Funai, Rio de Janeiro, de 1986 a 1989. Recebeu a Bolsa Vitae de Artes/Fotografia (1990). Dedicado ao estudo da utilização da fotografia como instrumento de pesquisa em Ciências Sociais, é professor adjunto do Instituto de Humanidades da Universidade Cândido Mendes, Rio de Janeiro.

 Um dos períodos de maior desafio para os estudantes de graduação é aquele em que devem construir seus Trabalhos de Conclusão de Curso (TCC). As monografias finais constituem-se em um importante elemento na formação profissional e intelectual.

Entendendo a relevância dessa etapa, a ANDI - Agência de Notícias dos Direitos da Infância, por meio do Programa InFormação oferece bolsas a alunos que pretendam elaborar seus TCC focados na relação entre a Comunicação a a agenda social brasileira. Em sua 3ª edição, contando com a parceria estratégica do Instituto Alana, através do Projeto Criança e Consumo, o programa irá selecionar trabalhos relacionados ao tema Criança, Consumo e Mídia.

AS BOLSAS
Serão concedidas 07 (sete) bolsas de R$ 300,00/mensais (trezentos reais por mês), durante 6 (seis) meses, para os(as) estudantes universitários(as) que se comprometerem a realizar seus TCC estabelecendo intersecções entre os temas Criança, Consumo e Mídia, especialmente para os sub-temas Publicidade Infantil (características, regulação do setor e impactos no desenvolvimento integral de Crianças e Adolescentes) e Obesidade Infantil.
QUEM PODE PARTICIPAR
Podem concorrer às bolsas estudantes de graduação de quaisquer Instituições de Ensino Superior brasileiras, que estejam cursando:
     a. Comunicação Social (várias habilitações);
     b. Demais áreas do conhecimento, desde que os projeto sejam co-orientados por um professor vinculado a um curso de  Comunicação.

PROJETOS
Para concorrer a uma das bolsas ofertadas, o candidato deve preparar, com o auxílio de um professor orientador, um projeto de TCC de acordo com os parâmetros definidos no Edital (acesse o Edital aqui). Serão escolhidos trabalhos que venham a ser produzidos e defendidos até 31/01/2009.

As inscrições para o Programa de Bolsas para TCC ocorrerão de 10/06 a 20/07 de 2008. É necessário realizar uma pré-inscrição online, no sítio do Programa InFormação. Posteriormente deve-se enviar à Coordenação de Relações Acadêmicas da ANDI, até o dia 20/07 de 2008 (valendo a data de postagem), o projeto conforme as regras definidas no Edital do concurso.

RESULTADOS
Os contemplados serão conhecidos até o dia 20/08 de 2008, podendo ser antecipado o resultado;
CONHEÇA O EDITAL
Acesse o Edital de Premiação completo na página eletrônica do Programa InFormação, na seção “Bolsas para Trabalhos de Conclusão de Curso”, ou clique aqui .
Participe!

Há alguns anos atrás, nos Estados Unidos da América do Norte (EUA), os negros não eram considerados cidadãos nem para votar.

Hoje, em uma indicação histórica do Partido Democrata, o senador Barack Obama é o primeiro negro a disputar as eleições do mais importante cargo público nos EUA.

A Escola de Arte e Tecnologia Oi Kabum! promove entre os dias 20 e 30 de maio a Mostra De um tudo e mais um pouco, onde haverá exibição de vídeos e animação, além de exposição de fotografias e cartazes produzidos pelos jovens estudantes da Kabum!

Local: Praça José de Alencar, 12, Largo do Pelourinho.

Segunda a sexta, das 14 às 18h.

Há exatamante 120 anos, no dia 13 de maio de 1888, a Princesa Isabel assinou a Lei Áurea, que decretava como extinta a escravidão no Brasil.

 

 

 

 

       Rádio Comunitária Boca do Rio

“A propaganda é a alma do negócio. Quem não anuncia vende. Mas quem anuncia, vende muito mais!”. Este é o slogan da DM Publicidade, um serviço de informações sobre a comunidade da Boca do Rio e seu entorno através de caixas de som acopladas aos postes.

O serviço funciona desde 1996 e começou com apenas cinco caixas instaladas na sinaleira entre as ruas Emiliano Galiza e Hélio Machado. Atualmente o serviço funciona de segunda a sábado das 8 às 18hs, com 150 caixas distribuídas pela Avenida Jorge Amado, o bairro do Imbuí e as principais avenidas da Boca do Rio.Os moradores se mostram satisfeitos com este veículo de comunicação comunitária que leva informação e música aos que passam pelas redondezas. “A ação da rádio no bairro é boa pra mim porque toca músicas evangélicas, quando passo pelas ruas me sinto bem ouvindo a melodia e sabendo que outras pessoas também estão sendo alcançadas pelo gospel”, afirma Iozenete Silva, 47, dona de casa.

CIDADANIA- De acordo uma das sócias, Margareth Costa, 36 anos, a rádio foi criada há 11 anos por Djalma Souza e está registrada como serviço de auto-falante. Ela disse que para começar a funcionar foi necessário apoio financeiro de um deputado com base eleitoral no bairro. “Djalma trouxe a experiência da rádio comunitária de Paripe e também do carro de som nos quais fazia locução antes daqui. Além disso, o movimento do comércio da Boca do Rio foi o que motivou Djalma a implantar a rádio aqui”, informa Costa.

 

 

 

 

 A rádio Comunitária Heliopólis, localizada na periferia de São Paulo recebeu no dia 13 de março do Ministério das Comunicações a primeira autorização de funcionamento de um veículo de comunicação nesses moldes. 

 

A concessão, de dez anos, foi dada à União de Núcleos, Associações e Sociedade de Moradores de Heliópolis e São João Clímaco (Unas), entidade comunitária da favela Heliópolis, a maior da cidade. A rádio vai funcionar em FM na freqüência 87,7 Mhz, com emissão restrita à região.

De acordo com o Observatório do Direito à Comunicação, a legalização só reafirma a legitimidade de uma rádio que foi fechada diversas vezes pela Polícia Federal e outras tantas vezes reaberta.

 

HDTV 
Porque ter medo de uma tevê pública?
Porque não ter medo das tevês privadas?

A oposição do PSDB/PFLDEM andou fazendo algum barulho contra a aprovação pelo Congresso da TV Pública, que, ainda bem, acabou aprovada. Ao que parece, não vai haver muita diferença em relação à tve ou tv cultura da Radiobrás, que já existia (canal 2). Dizem que o prestígio de Tereza Cruvinel quebrou as barreiras.

O que não entendo é a má vontade daqueles senhores contra uma televisão pública(e não estatal). Só pode ter televisão privada? Só a Globo e congêneres, de propriedade de empresários ou pastores evangélicos, podem existir? Nós, o público, temos que nos restringir aos programas de auditório de Faustão, Silvio Santos etc., aos bigbrothers, aos filmes de terceira categoria de Hollywood, e outros programinhas medíocres, além de novelas e dos noticiários pasteurizados quando se trata de assunto sério, ou inflados de crimes e acidentes, para atender ao sadomasoquismo das maiorias mal acostumadas?

Uma tv pública que tente fugir dos esquemas comerciais, da ditadura dos anunciantes e do ibope da mediocridade e do mau gosto, que tente apresentar programas de cultura, que dê voz aos valores regionais, esquecidos nas províncias distantes do eixo Rio/São Paulo, que apresente debates e entrevistas de alto nível, enfim, que fuja da rotina mercantil que dopa o público com besteirol interno ou importado, essa não pode? Só pode tv privada, submetida à ditadura do mau gosto da maioria que não teve oportunidade de se educar, se informar, se refinar para além do bigbrother e do grid de largada?

Já há exemplos de televisões públicas (nos canais pagos), como a TV Câmara e TV Senado, que mostram a diferença de qualidade e alternativas de bom gosto (não estou falando das longas horas de debates parlamentares, por vezes interessantes, mas quase sempre enfadonhos e prolixos). Até os debates parlamentares são úteis, para quem tiver a pachorra de vê-los. Se não são melhores, a culpa é nossa, de eleitores mal equipados de informação e debate, que elegemos mensaleiros e picaretas (como outrora dizia Lula).

Parece que as tevês privadas estão com medo do fim do seu monopólio. O que é bobagem, porque o grande público vai demorar de fugir da sua rotina de ver a Globo, Record, TVS etc, de ler Veja, Caras e ouvir CBN. A ideologia conservadora que eles impõem vai continuar a ser dominante, vai continuar a moldar os corações e mentes de quase todos. E, ademais, não se sabe bem que cara vai ter a tv pública. É apenas uma opção para o fastio da mesmice mercantil que nos avassala.

 Fonte: CMI Brasil -

Por Arivaldo Silva

 

    A utilização dos recursos naturais como forma de tratar doenças é tão antiga quanto a espécie humana. As ervas medicinais são usadas há milhares de anos, tanto para fins terapêuticos quanto em rituais religiosos.

Além da Feira de São Joaquim que é referência na venda de produtos naturais na capital baiana, outros bairros como a Boca do Rio concentram um forte comércio desta prática milenar. Contudo, a sabedoria popular deve ser usada com cautela e responsabilidade.

“Mal com certeza não faz”, é o que acha Maria Dalva Oliveira, 68, a respeito do uso de ervas para o tratamento de doenças. “Faço uso de algumas ervas para controle do colesterol. A carambola e o chuchu são ótimos para equilibrar a pressão arterial” exemplifica dona Maria.

De acordo com Edenivaldo Gomes de Melo, 67, vendedor de produtos naturais na Boca do Rio há mais de 20 anos, conhecido como “seu Didi”, as ervas mais procuradas são mastruz, trançagem e eucalipto. “As pessoas chegam aqui se queixando dos remédios de farmácia. Mas o resultado com as ervas que eu vendo é rápido e garantido”, revela Seu Didi. “A procura por fortificante sexual pelos homens é grande, indico a catuaba”, completa. 

Nas camadas mais humildes da população, que geralmente têm dificuldades para comprar remédios nas farmácias, o hábito do chazinho foi preservado e continua em uso. A experiência dos mais velhos traz ensinamentos que fazem parte da sabedoria popular.

Ervas - bucha paulista, eucalipto, quioiôAntônio Dias, 54, natural de Cruz das Almas, cidade distante 146 km da capital diz que mora em Salvador há 38 anos e há 20 trabalha com ervas medicinais. Segundo ele, em sua casa de ervas, na Boca do Rio, pode ser encontrado tratamento natural para diversas doenças. “A babosa - Pneumus boldus Molina - misturada ao mel de abelha é indicada para tratar o câncer. Cada folha de babosa custa 0,70 centavos”, explica.

“Tudo que venha a somar de maneira responsável no tratamento das doenças é válido. A confiança e o desejo de melhorar influem muito positivamente. O fator psicológico é decisivo na cura desses pacientes”, argumenta Luciano Curvello, 39, médico especialista em traumatologia e ortopedia, plantonista da Clínica Cato (Unidade Boca do Rio).Francisco Araújo